1936, o Ano da Morte de Ricardo Reis

TeatroQuinta-feira Julho 21
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Onde?
Teatro A Barraca
Largo de Santos, nº 2
Ver Mapa
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Até 31 Jul| 5ª - Sáb: 21h30; Dom: 17h

?How Much

7,5€ - 14€



Onde?
Teatro A Barraca
Largo de Santos, nº 2
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Quando?

Até 31 Jul| 5ª - Sáb: 21h30; Dom: 17h

How Much?

7,5€ - 14€

Fotografia © MEF – Luís Rocha

Na biografia de Ricardo Reis não consta a sua morte, por isso, Saramago aventurou-se a terminar essa história em O Ano da Morte de Ricardo Reis. Criou então a sua versão, a que poderia ter sido, misturando informações oficiais e fontes oficiosas. Ricardo Reis retorna a Lisboa após uma ausência de 16 anos e aí se instala, testemunhando o desenrolar de um ano trágico.

Para o encenador, “nos tempos de hoje, de frágil memória, menoridade cívica e ética, fundamentalismos, militarismos, e imperialismo financeiro”, este espectáculo demonstra que as convulsões sociais nunca passaram a coisa datada, e convida a uma reflexão dramatúrgica entusiasmante. Aqui define-se como protagonista da obra o ano em que a trama se desenvolve: 1936, quando se comemoram 10 anos do golpe militar de 28 de maio, pontapé de saída para o início do fascismo, especialização da polícia política, e fundação da Mocidade e Legião Portuguesa, ano em que Mussolini invadiu a Etiópia, Hitler intensificava o ataque aos judeus, e Franco começava a guerra civil em Espanha.

Tudo começa com a invenção do encontro entre o já falecido Pessoa e o heterónimo Ricardo Reis, “com casos reais de sexo e paixão, também de ambiente surdo, falso e pesado”, e fala-se com humor da relação criador/ obra/ personagem. O plano da imaginação cruza-se com o da História: Reis vai morrer no mesmo período em que começaria a longa agonia de Portugal. “Sábio é aquele que se contenta com o espectáculo do mundo”. Pessoa, Reis, desconfiança, fascismo, estória, História, poesia e Lisboa, tudo num mesmo palco.