100 Lisboetas que tens de conhecer!

#23 - Helena Andrade

Nascida em Lisboa a 30 de Dezembro em noite de tempestade, Helena Andrade é Veterinária de profissão e coração e rockeira de alma e espírito. Iniciou o seu percurso musical bastante jovem, aprendendo piano clássico na Escola de Música Leal da Câmara. Durante toda a sua adolescência participou em diversos projectos musicais (Mystica, Mediatic Slaves, Les Batin Rouge) e mais tarde, em 2011 fundou a banda feminina de punk rock Anarchicks, onde toca baixo e sintetizadores.Actualmente a banda está a terminar novas canções e espera-se para breve o segundo álbum.
No entanto, apesar da música ter sempre representado um papel importante na sua vida, é apaixonada por ciências, tirou curso de Medicina Veterinária e exerce clínica de pequenos animais.
É uma mulher cheia de garra e que combina na perfeição estes dois papéis, o que faz dela a seleccionada para o n.º 23 desta lista!

Diz-me quem é a Helena Andrade vista de fora?
Acho que sou uma rapariga simpática, algo tímida e hiperactiva e tenho um mundo muito meu, onde por vezes me fecho na minha nutshell, mas também detesto estar sozinha muito tempo. Tenho sempre a cabeça a mil e acho que só sei viver nesse estado.

És alfacinha de berço, com devoção ou por convicção?​
Sou! De berço, com devoção e convicção! Nasci em Alvalade e adoro a minha cidade. Lisboa tem uma luz muito própria e uma imagem muito bonita. É uma cidade cinematográfica. Há em todas as estradinhas, becos e largos algo interessaante e bonito.

P​orque achas que foste escolhida para esta lista de 100 Lisboetas que todos devem conhecer?
Olha, aconteceu! Ou alguém me sugeriu? Perguntaram-me e eu disse que sim! Talvez porque tenho uma banda que já teve o seu pedacinho de hype e porque ao mesmo tempo sou veterinária em full-time? Fiz o curso de Medicina Veterinária, pela Faculdade de Medicina Veterinária de lisboa (UTL) e sempre trabalhei na àrea de clínica de pequenos animais. Desde miúda, sempre fui aquela que se agarrava a todos os cães e gatos na rua, que de tanto gostar de os observar, ganhei a vontade de os ver todos os dias e tratar deles. Este ano concretizei um sonho, o meu projecto de vida, juntamente com uma amiga, que agora é sócia, abri uma clínica veterinária, a Carevet. Ao mesmo tempo, concilio isso com as Anarchicks, a única banda punk rock feminina de portugal, que existe desde 2011. Com as Anarchicks já tive o prazer – e orgulho – de tocar no palco principal do Super Bock Super Rock em 2013, partilhando o palco com os Arctic Monkeys e Johnny Marr, entre outros. Foi uma esperiência do caraças! Lá fora tocámos em Espanha num festival em Cáceres, o Europa Sur e na gala dos prémios Pop-Eye, também em Cáceres, onde ganhámos o prémio de melhor artista português! Tocámos também no La Machine du Moulin Rouge, em Paris e também na Normandia, onde partilhámos e fizémos alta jam (e passámos uns dias brutais) com a Peaches num festival curado por ela. Neste momento estamos a trabalhar em canções novas e já terminámos um novo álbum, que vai sair muito em breve, fiquem atentos! àAlém disso, todas nós nas Anarchicks temos vidas profissionais diferentes e fora do mundo da música, mas encontramos sempre um tempinho para viver a nossa paixão ao final dos dias de trabalho e dar asas à nossa vontade e desejo de tocar em conjunto.

Qual foi a pior ideia que tiveste até hoje?
A pior ideia que já tive até hoje acho que foi meter cogumelos numa lasagna. Não o façam. Os cogumelos e lasagnas do mundo agradecem.

Que projectos estás a cozinhar neste momento no teu forno encefálico?
Muitos.

Gostas de alfaces?
Adoro alface. Como tudo com alface se possível. E vinagre balsâmico. E coentros. E rúcula também.

Para ti Lisboa é…
… Uma cidade fantástica que não fica atrás de qualquer outra metrópole da europa – pelo contrário – e às vezes é preciso irmos para fora para perceber o quão bela é e o que é que os estrangeiros vêem nela.

Revela-nos qual a tua 2ª cidade, a seguir a Lisboa, obviamente!
NEW YORK!

Se fosses Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, qual a tua primeira medida?
Um drama para mim são os lugares de estacionamento. Deviam arranjar um esquema para haver mais e não ser tudo pago.Também acho que deveriamais incentivos e apoios a eventos culturais de todo o tipo, se possível gratuitos. Acho também que os negócios deveriam estar abertas até tarde, como acontece noutras cidades da europa. Penso que seria benéfico para o comércio, para o turismo e para a segurança a horas mais tardias. Se a cidade pudesse viver mais 24/7 talvez não houvesse tanta confusão no “horário diurno”, diluia-se mais a coisa.

O que gostarias de ver em Lisboa na próxima semana, no próximo mês e no próximo ano?
Na próxima semana um re-unite de LCD Soundsystem, no proximo mês Nirvana (só porque sim) e no próximo ano Anarchicks com LCD e Nirvana. Boa?

Lisboa tem prazo de validade?
Não! Nunca se estraga, Lisboa vive no e para o tempo, seja ele qual for.

Qual é a primeira coisa em que pensas quando regressas a Lisboa?
Penso em comer algo bom como só nós temos, penso numa bela esplanada num dos miradouros, com uma grande cerveja à frente. Penso nuns pastéis de belém também.

Se Lisboa fosse um género musical, qual seria?
Um rock bem forte e cheio de personalidade! Como a cidade e, mal ou bem, como o fado.

Sugere-nos outras pessoas dignas da referência “100 Lisboetas que tens de conhecer!”.
Epá, só porque é um tipo que vive Lisboa até mais não, o João Botelho.