100 Lisboetas que tens de conhecer!

#25 – Maria Midões

Irmã babada do Pedro e orgulhosa amiga (e dona) da Maria Francisca. Tem a Nazaré no sangue e a praia no coração. Trabalha como Digital Project Manager há 7 anos e tem na fotografia de comida a sua paixão. Freelance dedicada na junção destas duas paixões.
É uma miúda cheia de garra, ambiciosa, com projectos para dar e vender, recentemente embarcou na aventura de juntar aos Vinagres Gallo na confecção de receitas (se ainda não a viste no anúncio vais ver!) e um espírito de sacríficio que por si só lhe valeu o lugar nº 25 nesta lista, aqui mesmo a fechar o primeiro 1/4 de Lisboetas que tens de conhecer!

Diz-me quem é a Maria Midões vista de fora?
Vista de fora sou um smile em caps lock. Mas para me conhecerem de verdade têm de ler naquelas letrinhas pequeninas, à laia dos contratos, para que não se enganem.

És alfacinha de berço, com devoção ou por convicção?​
Caí do berço dos alfacinhas para a Nazaré. Estou há mais tempo em Lisboa do que estive em qualquer um dos outros dois sítios onde morei (Nazaré e Caldas da Rainha). Sou uma apaixonada convicta por Lisboa.

P​orque achas que foste escolhida para esta lista de 100 Lisboetas que todos devem conhecer?
Nos primeiros minutos achei que era um engano. Mas depois parei um bocadinho para pensar, em mim e no meu trabalho e cheguei à conclusão que humildade e talento por vezes não podem jogar na mesma equipa. Valorizo muito o que faço, o que conquistei por mim própria, e sei que me posso e devo orgulhar muito dele. O Nossa Mesa é fruto de uma coisa que gosto muito de fazer: ouvir as pessoas, perceber o que as move, o que as inspira e de que forma as refeições e o tempo passado à mesa é importante na sua construção pessoal. Quando fotografo comida estou a fotografar uma história. E isso às vezes dá uma boa receita.

Qual foi a pior ideia que tiveste até hoje?
Posso dizer aquela coisa cliché que nenhuma ideia é má porque todas as que tive fui capaz de lhes dar a volta, agarrá-las pelos colarinhos, encostá-las à parede e perguntar: “Se tens aí algo de mau, também tens de ter de bom. O que é? Diz-me!”

Que projectos estás a cozinhar neste momento no teu forno encefálico?
Uma ida para Nova Iorque durante um ano para trabalhar, fotografar e aprender. O livro.

Há algum segredo que ainda falte revelar sobre ti?
Claro que há. Mas é segredo.

Gostas de alfaces?
O que há na alface para não gostarem dela? Eu gosto muito.

Para ti Lisboa é…
O ingrediente perfeito para qualquer tipo de relação, actividade ou sentimento.

Revela-nos qual a tua 2ª cidade, a seguir a Lisboa, obviamente!
No fim da vida, quando já tiver visitado todas as que quero, mando-vos um mail a responder. Combinado?

Se fosses Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, qual a tua primeira medida?
Multas mais caras para todos aqueles que estacionam em passeios e zonas que tornam o acesso a pessoas deficientes mais difícil.

O que gostarias de ver em Lisboa na próxima semana, no próximo mês e no próximo ano?
Gostaria sempre de ver em Lisboa o que ela me foi mostrando até hoje: pessoas e muitas histórias. Para a semana: mais pessoas a andar de transportes públicos. No próximo mês: mais civismo. Em 2016: o Festival Mister Sunday!

Lisboa tem prazo de validade?
Não, claro que não. As cidades são como as relações. Além de não terem peso, não têm prazo. Quer o mesmo se venha a mostrar válido ou inválido.

Qual é a primeira coisa em que pensas quando regressas a Lisboa?
Que ir é bom mas voltar é sempre muito melhor.

Se Lisboa fosse uma comida, qual seria?
Seria um prato de Amêijoas à Bulhão Pato.

Sugere-nos outras pessoas dignas da referência “100 Lisboetas que tens de conhecer!”.
A minha amiga Mariana Carvalho e o seu “Li-te sem querer“, de leitura obrigatória. O Henrique Castilho, um jovem chef de 22 anos que depois de quase um ano a trabalhar nas ilhas Faroé vai integrar a equipa do Chef Alexandre Silva no seu mais recente projecto “Loco” – acreditem em mim: vai ser a revelação de 2016! O José Lourenço, a Catarina Sanches e a Susana – os meus instagramers favoritos.