100 Lisboetas que tens de conhecer

Foto: Chtcheglov Pinti

#34 – Nádia Santos

A Nádia Santos é um sorriso largo que nos abraça de imediato. Estar perto da Nádia é sentir que a Vida é cheia de camadas, que a dança já fez parte dela, que ajudar o outro é algo que lhe assiste e que a paixão vive dentro de si.

Os seus estudos estão todos relacionados com a Arte do Teatro e do Cinema e é como Actriz que encanta a Vida. Nádia entrega-se aos projectos, de alma e coração. Quando a vemos em palco ou no écran é difícil pensar que aquela personagem não é real. Os seus pés já pisaram palcos em Portugal, Paris, New York e salas como o Teatro Nacional no Porto ou o Chapitô já foram mesmo a sua casa. Mas, alma sempre em constante evolução, Nádia lança-se agora num novo desafio, o mundo da realização. E por isso, é a escolha ideal deste número 34.

Diz-me quem é a Nádia vista de fora?
Tem dias que nem sei como sou por dentro, quanto mais por fora…!

És alfacinha de berço, por devoção ou por convicção?
Por devoção.

Porque achas que foste escolhida para esta lista de 100 Lisboetas que todos devem conhecer?
Não faço ideia…!

Que projectos estás a cozinhar neste momento no teu forno encefálico?
Uma nova criação com a Companhia de Teatro do Chapitô e realizar a minha primeira curta metragem (cujos os intérpretes serão apoiados pela Fundação GDA).

Qual foi a pior ideia que tiveste até hoje?
Achar que podia agradar a tudo e a todos.

Há algum segredo que ainda falte revelar sobre ti?
Alguns…

Gostas de alfaces?
Sim, de todas as variedades.

Para ti Lisboa é… 
Uma boa confusão e agitação de luz, cor e som que apetece viver e sentir.

Revela-nos qual a tua 2ª cidade, a seguir a Lisboa, obviamente!
Depois de 2 anos a viver em Nova Iorque acho que não podia dizer outra cidade. Ali, a confusão e a agitação são de ordem diferente. É uma cidade agressiva, ao contrário de Lisboa onde ainda reina a generosidade, mas, por outro lado, é uma cidade de possibilidades e diversidades artísticas e culturais com uma luminosidade muito intensa.

Se fosses Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, qual a tua primeira medida?
Acabava com a Emel (ódio de estimação antigo) e dava à exploração de companhias de teatro, organizações artísticas e culturas, ONG’s , etc, os prédios abandonados e fechados que proliferam pela cidade, para que se tornassem centros artísticos/educativos/culturais virados para a comunidade.

O que gostarias de ver em Lisboa na próxima semana, no próximo mês e no próximo ano?
Menos tuk-tuks, menos trânsito e obras terminadas (dentro do prazo e dos orçamentos, e claro com sentido e lógica urbanística e funcional!)

Lisboa tem prazo de validade?
Espero que não!

Qual é a primeira coisa em que pensas quando regressas a Lisboa?
Penso no cheiro característico que tem Lisboa. Lembro-me de ser míuda e assim que saía do avião a primeira coisa que notava era que o cheiro de Lisboa era muito diferente de onde eu vivia (na Horta, ilha do Faial, Açores). Ainda hoje noto essa diferença. Quanto mais tempo passo fora mais intenso o cheiro se torna ao voltar… Um cheiro que associo à minha idade adulta e independente.

Se Lisboa fosse uma imagem de marca, qual seria?
Seria talvez uma expressão Old is the new black!

O que achas que é necessário para Lisboa ser uma referência Mundial?
Penso que está muito perto disso mas ajudaria ser iconizada num filme de culto ou num qualquer sucesso de bilheteira de Hollywood.

Sugere-nos outras pessoas dignas da referência “100 Lisboetas que tens de conhecer!”.
Filipe Raposo (músico) e a Companhia Chapitô!