100 Lisboetas que tens de conhecer!

Fotografia: Chtcheglov

#45 – Sónia Balacó

A Sónia nasceu em Peniche, mas, desde que cá chegou aos 18 anos, Lisboa é a sua casa. O amor pela representação começou cedo, aos 12 anos já fazia parte de um grupo de teatro local. Entre teatro, cinema, moda e escrita, muitas foram as aventuras que viveu, incluindo 5 anos em Londres, onde esteve a aperfeiçoar a Arte de Representar.

2016 começa de vento em popa, se na escrita são cada vez mais os desafios e projetos, no cinema também não falta futuro, como prova a sua presença esta semana no Festival de Berlim com a curta-metragem de Gabriel Abrantes “Freud und Friends”. Descobre o mundo de Sónia, esta mulher cujo sorriso não deixa ninguém indiferente, cuja energia contagia e cuja consciência de que cada gesto e cada passo que damos é importantíssimo, é de louvar.

Diz-me quem é a Sónia vista de fora?
Tem ar de miúda, mas já é uma mulher.

És alfacinha de berço, por devoção ou por convicção?
Por convicção. Na verdade sou de Peniche, mas vim morar para Lisboa com 18 anos e, tirando a pausa de 5 anos em que vivi em Londres, Lisboa tem sido a minha casa.

O que mudarias na tua vida hoje, olhando para trás?
Teria começado a fazer yoga e meditação muito mais cedo.

Que projetos tens em mãos?
Agora estou a viver a aventura de ir a Berlim com a curta-metragem “Freud und Friends”, escrevo para a Visão online e para a revista EDIT, estou a preparar o segundo lançamento do meu livro (que será em Peniche no dia 12 de Março) e estou a desenvolver mais umas coisas em segredo.

És uma pessoa atenta ao mundo, interno e externo e ainda agora foste falar sobre um Portugal futuro. Optimismo ou Condenação? Como vês o destino deste nosso rectângulo?
Acho que acreditar num mundo melhor não é optimismo, é determinação. Acredito num futuro positivo para Portugal porque me responsabilizo por esse futuro no meu dia-a-dia. Não desejo só que seja melhor, tento fazer da minha maneira de estar na vida um agente dessa mudança. No fundo, a única coisa que é precisa para mudar o todo é que nos tornemos conscientes do mundo que estamos a inventar a cada acção, a cada palavra, a cada decisão.

Que aventuras te está a trazer a tua “Constelação“?
Na verdade, a maior aventura de CONSTELAÇÃO foi trazê-lo à vida. Nele estão textos dos últimos 13 anos, mas o processo de concepção do livro durou cerca de um ano e meio, tempo que foi passado a lapidar poemas antigos, a escrever poemas novos e a experimentar a organização dos mesmos. Foi um processo moroso e obcessivo, que na recta final se extendeu à concepção do print com o mesmo nome, o qual é uma edição limitada Underdogs.

E agora Berlim… Conta-nos tudo!
Entro na curta-metragem “Freud und Friends”, de Gabriel Abrantes, que está em competição no Festival de Cinema de Berlim. O filme faz também parte da longa-metragem “Aqui, Em Lisboa”, a qual foi comissionada pelo IndieLisboa, que convidou quatro realizadores a filmar a cidade.

Para ti Lisboa é…
…casa.

Se fosses Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, qual a tua primeira medida?
Umas das coisas que acho mais urgente resolver na cidade é a questão dos sem-abrigo, e que a solução não seja retirá-los do centro da cidade para os esconder noutros sítios. Parte-me o coração passar pela Avenida da Liberdade à noite.

O que gostarias de ver em Lisboa na próxima semana, no próximo mês e no próximo ano?
Acesso gratuito aos museus, a começar já na próxima semana e a continuar no próximo mês e no próximo ano!

Lisboa tem prazo de validade?
Luzboa é para sempre.

Qual é a primeira coisa em que pensas quando regressas a Lisboa?
Não é um pensamento, é uma sensação que vem com um suspiro e um sorriso.

Desejo para 2016?
Só um? Fazer mais cinema.

Porque achas que foste escolhida para esta lista de 100 Lisboetas que todos devem conhecer?
Porque vocês não sabiam que eu era de Peniche.

Sugere-nos outra pessoa digna da referência “100 Lisboetas que tens de conhecer!”.
Outro Lisboeta vindo de fora: o Kalaf Epalanga.