100 Lisboetas que tens de conhecer!

Fotografia: Chtcheglov

#52 – Inês Meneses

Detentora de uma voz linda, inconfundível e que soa sempre a sorriso feliz e boa disposição, assim é Inês Meneses: na rádio e ao vivo.
Nasceu em Lisboa em 1971, no Hospital Particular. Passados 44 anos o Hospital já não existe, mas quis o destino que seja lá muito perto que se faz ouvir aos microfones da Radar, entre as 10h e as 13h, nos dias de semana. À quinta-feira comanda o PBX (também no Expresso) e ao fim-de-semana o Fala com Ela. Também de segunda a sexta, na Antena 1, mostra-nos como O Amor é ao lado de Júlio Machado Vaz, um verdadeiro guru.
No Expresso, assina as 10 perguntas que lhe fazem sentido, semana após semana. Mas com o tempo ganha sempre novas questões… Tem uma filha e ainda lhe sobra tempo para ouvir música na cozinha todos os dias. Ufa…!

Diz-me quem é a Inês vista de fora?
Não sei bem, mas sou mais “gira do que na televisão”.

És alfacinha de berço, por devoção ou por convicção?
Nasci e vivo há mais anos em Lisboa do que vivi no Norte: em Mindelo (também algum tempo no Porto). Mas esse passado nortenho em Mindelo e Vila do Conde deu-me muita fibra.
Gosto de ser lisboeta, e gosto muito da ideia de os meus pais terem dado esse salto mais raro na altura, de vir trabalhar para Lisboa. Isso fez de nós, outros.

Que projectos tens em mãos?
O Fala com Ela na Radar e o PBX (este a meias com o Pedro Mexia e em parceria com o Expresso) são dois projectos de que gosto muito. E há “O Amor é” que faço há 8 anos na Antena 1 com o Júlio Machado Vaz: uma aprendizagem que valorizo muito. Depois há as minhas questões para o Expresso das quais obtenho respostas que me fazem pensar. Penso nas perguntas, mas o que os outros me dizem são a verdadeira reflexão… Bom, isto são as coisas que tenho em mãos, mas na verdade tenho mais umas quantas para concretizar. E que gostava muito de as por em prática.

Qual é a beleza de ter um pseudónimo?
Foi a liberdade. Tive um pseudónimo muitos anos na imprensa, mas agora já não quero mais nada com ele. Nem com ela…

Estamos num momento da vida da humanidade em que a imagem assumiu um papel desmedido. Achas que as novas gerações deveriam ser lembradas da importância dos outros sentidos?
Vamos tombar esmagados pela futilidade e só se levantarão os que descobrirem que há vida para além disso. Prefiro pensar que não cairei.

Qual é o tesouro da Rádio?
Cultivar o pouco óbvio, aquilo que não é evidente. A isso se chama sedução. É o que algumas pessoas ainda fazem na rádio e na vida.

Sabemos que cozinhar tem um encanto especial para ti, é também uma forma de comunicar? E já agora, qual é a tua cozinha preferida?
Gosto mais de comer do que de cozinhar. Sou muito mediana na cozinha, mas acredito ser excelente apreciadora da cozinha dos outros. Gosto muito da comida goesa mas ficava com a italiana também para o resto da vida. Já agora na minha cozinha o que gosto mesmo mais é da música que lá ouço.

Qual foi a pior ideia que tiveste até hoje?
É sempre a mesma ideia: adiar. Mas dá-me um prazer que compensa.

O que mudarias na tua vida hoje, olhando para trás?
Aquele momento em que desisti de tirar a carta, mas ainda assim acho que foi por um bom motivo. Gosto das escolhas que fiz, até das que me fizeram chorar depois.

Para ti Lisboa é…
…abertura. Luz que pousa sobre a cabeça. Horizonte límpido.

Se fosses Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, qual a tua primeira medida?
Não permitir que nenhum passeio estivesse vergonhosamente sujo como estão.

O que gostarias de ver em Lisboa na próxima semana, no próximo mês e no próximo ano?
Pessoas de bem com a vida.

Lisboa tem prazo de validade?
Se tem está sempre a ser validado.

Qual é a primeira coisa em que pensas quando regressas a Lisboa?

Que bonita que é.

Desejo para 2016?
Chegar a 2017 e desejar um ano igual.

Sugere-nos outras pessoas dignas da referência “100 Lisboetas que tens de conhecer!”
Os meus amigos querem continuar anónimos.