100 Lisboetas que tens de conhecer

Fotografia por: Cristiana Morais

#51 – Cátia Tomé

Pedimos à Cátia Tomé que fizesse a sua biografia e esta foi a maneira como ela se apresentou-se: “Sou a Cátia Tomé, uma Art Director/Designer de Lisboa. Gosto de flores, de gelados e de gomas – não necessariamente por esta ordem. Também gosto muito de dinossauros e das minhas gatas, que insistem em comer as minhas flores (não sei como duas coisas que eu tanto gosto podem viver juntas se são um péssimo match). Tenho um blog que é um género de diário, com um bocadinho de tudo: fotografia, viagens, decoração, e com todas as coisas que eu gosto. Ahhh… e claro, muitas fotografias minhas (boringgg…).” Não é nada!

Diz-me quem é a Cátia vista de fora?
A Cátia vista de fora… Isso é uma boa questão, mas acho que não sou a melhor pessoa para responder a isso. Mas posso dizer quem é a Cátia “vista” de dentro: uma miúda sensível, divertida e sempre pronta para a palhaçada, uma eterna romântica, muito teimosa, prática, e com pouca tolerância para diversos temas (este ponto parece pior do que realmente é, digo eu) Vocês é que me podiam responder a isso: quem é a Cátia, vista de fora?

És alfacinha de berço, por devoção ou por convicção?
Acho que um bocadinho de todas. Nasci em Lisboa, adoro as ruas e a luz tão distinta que tem… É a cidade que tenho no meu coração.

Que projetos tens em mãos?
O meu blog, que é o meu “menino”, e uma constante na minha vida, e ainda umas ideias na calha para, quem sabe (e se tudo correr bem), concretizar em 2016. Isto, profissionalmente falando. Tenho ainda como projetos pessoais fazer uma das viagens da minha vida este ano (Islândia) e arranjar uma motinha!

Porquê um Blog?
O blog apareceu numa altura em que eu estava um bocado “desmotivada”, vamos assim dizer, com o meu trabalho na agência. Queria ter uma coisa bonita, à minha imagem e semelhança, onde pudesse ter todas as coisas que eu gosto juntas, desde os meus gatos, as minhas plantas, os meus vestidos favoritos, o meu trabalho, os passeios com o namorado, os lanches com as amigas, tudo aquilo que fizesse parte da minha vida. Isto tudo, sempre acompanhado de fotografias bonitas (pelo menos aos meus olhos, porque já sabemos que o bonito e o feio são sempre discutíveis. Gosto pessoal é assim mesmo).

És uma “wild thing”?
Hummm… diria que sim. Não no sentido mais literal, mas sim no lado mais poético da coisa.

Conta-nos a história de uma das tuas tatuagens.
Uma história de uma das minhas tatuagens… confesso que não sou daquelas pessoas que faz tatuagens com grandes significados, faço porque gosto dos desenhos e quero tê-los comigo para sempre. Sou da opinião que nem tudo tem de ter uma grande explicação ou conceito por detrás. Gosto de ter tatuagens engraçadas e feitas em conjunto com pessoas que eu gosto. Tenho várias, desde corações, ancoras, unicórnios, fatias de pizza, borboletas, todas feitas com pessoas que foram ou são importantes na minha vida. Mas posso contar-vos uma pequena curiosidade. Fiz recentemente um pequeno coração só com linha e lá dentro tem escrito “Internet”. Uma coisa tosca, que fiz juntamente com o meu namorado, só por paródia, porque dizemos os dois que a internet é a melhor coisa que inventaram. E se vocês virem uma compilação de fails por dia, vão ver se não são da mesma opinião!

Qual foi a pior ideia que tiveste até hoje?
Achar que me ficava bem ter um piercing no sobrolho… E como se não fosse já mau o suficiente, a minha mãe também não achou uma péssima ideia, apesar de eu só ter 15 anos. Tudo errado nesta história.

O que mudarias na tua vida hoje, olhando para trás?
Olhando para trás e com a maturidade que tenho agora, acho que mudava o facto de ter passado pouco tempo com o meu pai. Gostava de ter tirado mais partido da relação pai-filha. Depois as saudades são uma coisa que nos acompanha para sempre.

Para ti Lisboa é…
…a minha casa, o lugar onde me sinto bem e conheço de trás para a frente, e ainda o sitio onde estão as pessoas que eu gosto e que me fazem feliz.

Se fosses Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, qual a tua primeira medida?
No Verão, fazia mais sessões de cinema ao ar livre!!

O que gostarias de ver em Lisboa na próxima semana, no próximo mês e no próximo ano?
Há uma coisa que eu gostava de ver, não na próxima semana, mês ou ano, mas sim sempre, e não só em Lisboa. Que é, ver as pessoas serem mais humanas umas para as outras. A fazerem um bocadinho mais aos outros, aquilo que gostam que lhes façam a elas. Acho que nos faz falta sermos mais civilizados.

Lisboa tem prazo de validade?
Não estamos a falar de um iogurte… Somos nós que impomos a validade de algumas coisas. E Lisboa, para mim, nunca vai passar da validade.

Qual é a primeira coisa em que pensas quando regressas a Lisboa?
Que já estou cheia de saudades das minhas gatas.

Desejo para 2016?
Ser ainda mais feliz do que fui o ano passado.

Sugere-nos outras pessoas dignas da referência “100 Lisboetas que tens de conhecer!”.
Vou sugerir uma pessoa que faz parte do meu dia-a-dia e que me faz rir praticamente a toda a hora. Acho que toda a gente devia conhecer este génio das palavras que é o meu querido amigo Sérgio Cruz. Tenho dificuldade em lembrar-me de outras pessoas tão incrivelmente engraçadas quanto ele.