400 Anos de Shakespeare

Da intemporalidade.

400 anos nos separam do dia 23 de Abril de 1616, data que assinalamos como data da morte de Shakespeare. Morte, diríamos, no sentido figurado, porque Shakespeare não desapareceu – a sua obra é actual. Foi no passado, é no presente, será no futuro. Mas o que nos separam nestes 400 anos, se o mundo mudou tanto? Nada, se pensarmos na nossa essência. Nada mudou na forma como amamos ou odiamos, como nos relacionamos com os outros e como somos apaixonadas pelas histórias que nos despertam algo cá dentro. Shakespeare foi teatro, foi o maior dramaturgo de sempre, mas deixou-nos mais do que isso.

Não falemos das inúmeras adaptações, versões, recriações que já foram feitas da sua obra, que se transformaram em todas as disciplinas da arte. Pouco importa as mil e uma homenagens que vemos ser feitas continuamente e que com o assinalar desta data se intensificam. Olhem para as suas peças e revejam-se. Sem medo de serem humanos e de sentirem tais coisas.

Porque o que é eterno e sempre será é uma boa história. E poucos têm o dom de as saber contar.