Bed Legs

Reza a lenda que tudo começou num sótão da cidade de Braga, local mais que perfeito para fundir, quais druidas sonoros, sonoridades que vão dos anos 60 até aos dias de hoje. Os Bed Legs são Tiago Calçada na guitarra, Hélder Azevedo no baixo, David Costa na bateria e Fernando Fernandes na voz e têm andado a agitar as membranas auditivas de gente amante do Rock & Roll.

2014 foi o ano do primeiro EP “Not Bad” – na realidade era muito mais do que isso -, como qual andaram em tour pelo país. E 2016 arranca da melhor maneira com a edição, finalmente, do primeiro longa duração, “Black Bottle“, editado este mês de Fevereiro.

Diretamente do Minho para todo o Portugal, aqui estão os Bed Legs, eles que atuam este Domingo no Sabotage em Lisboa.

O nome Bed Legs não deixa de despertar curiosidade… Por isso, impõem-se a pergunta: qual é a história escondida por de trás do nome?
Se estavam à espera de uma grande história, lamentamos mas essa história não existe (risos), basicamente tínhamos um concerto marcado e poucos dias para dar o nome da banda, nome que ainda não existia. Então reunimos para tentar encontrar um nome que agradasse a todos e, em tom de brincadeira, surgiu Bed Legs. Achámos piada e acabou por ficar. Podemos dizer que não levamos o nome a sério mas o nome levou-nos a nós…

Ouvimos falar de um sótão em Braga onde a coisa começou a dar os primeiros passos. Querem-nos falar desse sótão?
É o “grande” sótão do Hélder, onde nos juntávamos para dar uns toques e fugir à monotonia. Foi lá que começamos a compôr uns temas até ao ponto de acharmos que valia a pena experimentar tocá-los ao vivo, foi lá onde tudo começou para os Bed Legs. Abençoado sótão.

“Not Bad” foi o EP de estreia, tiveram de batalhar muito para pôr este novo novo Black Bottle cá fora? Houve uma campanha de crowdfunding pelo meio…
Sim, foi uma longa batalha… A música, ao fim e ao cabo, foi a parte mais fácil. Gravar o álbum e pô-lo cá fora como queríamos implicou bastantes custos e não foi mesmo nada fácil. O crowdfunding connosco simplesmente não funcionou, a altura em que fizemos a campanha não deve ter sido a melhor. Honestamente, não temos uma explicação concreta para não ter resultado, mas isso também não interessa para nada… Felizmente, conseguimos pôr o disco cá fora, agora é desfrutar dele.

Já agora, e para vos conhecermos melhor, quem é o Tiago Calçada, o Hélder Azevedo, o David Costa e o Fernando Fernandes? Na banda é fácil, mas fora dela?
Apareçam nos concertos, bebam um copo connosco e tirem as vossas ilações…

É comum perguntarem-vos pelas influências, querem partilhar connosco alguns desses nomes que vos formaram enquanto músicos?
Tentamos não falar muito em nomes que nos influenciam ou influenciaram pois a lista é enorme, mas a dizer nomes que nos vêm de imediato a cabeça diríamos Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Red Hot Chili Peppers, os portugueses ZEN, entre outros.

Vocês são de Braga, cidade de onde têm saído algumas bandas que já o público já conhece… O que tem a velha Bracara Augusta que consegue formar tão boas bandas e tão bom rock?
A cidade apesar de ter muitos obstáculos à criação artística, seja ela de que forma for, tem muita gente com vontade de fazer coisas. Como dizia o grande António Variações “a culpa é da vontade”!

Para quem está a pensar ir ao Sabotage, no próximo dia 20, o que têm aí na manga para nos oferecer?
Estamos sedentos de voltar a tocar ao vivo, logo vamos com a intenção de “partir tudo” e fazer a festa com a malta, com isso podem contar! Vai ser Rock & Roll!