Bruno Martins

Começou cedo a paixão de Bruno Martins para o desenho. Passava horas – diz ele -, com prazer a copiar os personagens favoritos dos quadrinhos e da TV ou a criar as próprias histórias. Mais tarde, do Montijo para Lisboa, veio estudar Design de Comunicação na Escola Secundária Artística António Arroio e fazer o curso de ilustração e banda desenhada na Ar.Co – Centro de Arte & Comunicação Visual.

Tem trabalhado exclusivamente como ilustrador em regime freelancer e colaborou em várias publicações, como as revistas “Textos e Pretextos”, a “Flanzine” e o site “Rua de Baixo”.

Explica-me lá a tua capa, mas não me faças um discurso!
A minha capa fala acima de tudo do amor que tenho por Lisboa. Como cidade romântica, como cidade onde a vida é bela ou como podemos ser felizes nesta cidade de luz.

De onde vens, quem és e para onde vais (mesmo que não bebas Nicola)?
Nasci no Montijo, cresci no Barreiro, vivo e trabalho em Lisboa e gostava de viver na Lua. Ou pelo menos num sítio com um bom copo de vinho tinto e muita música para dançar.

O que te agrada mais ilustrar?
Gosto de ilustrar pessoas – sem procurar o retrato – mas de alguma forma aquilo que ela poderiam ser se fossem ilustração.

Qual foi a pior ilustração que já fizeste?
É tão má que prefiro nem falar nela. Vamos passar uma borracha pelo assunto.

O que é que em Lisboa mais te inspira para uma ilustração?
A luz da cidade e as pessoas que andam pelas ruas. A geografia da cidade e a sua multiplicidade de paisagens.

Onde podemos encontrar mais do teu trabalho?
No facebook – nalguns revistas ( nas revistas Flanzine e Textos por Textos) e no Pinterest.

Se pudesses resumir Lisboa numa imagem, qual é que seria?
O rio. É uma presença que domina a paisagem e que no entanto faz parte dela como um corpo que acaricia na cidade.

Revela-me um percurso, um bairro ou uma história engraçada sobre a cidade.
Sempre que estou triste, ou pensativo ou deprimido, fujo para Belém. Há qualquer coisa ali que me atrai sempre, vou sempre para esta zona da cidade onde o rio e a luz é predominante – onde o tempo e os monumentos têm uma presença dominante e onde a cidade é eterna ou vive uma espécie de ausência de realidade – é como habitar a parte sonhada de Lisboa.