De 10 a 16 de Março

Capa de Catarina Martins.
Lê a entrevista

«O mundo não precisa hoje da nossa insuficiente técnica, nem da nossa precária indústria, nem das nossas escassas matérias-primas. Necessita da nossa cultura», citou o nosso novo Presidente, ontem mesmo empossado – Bem-Vindo! -, nas palavras de Miguel Torga.

Quis, de imediato, partir em busca da feijoada-à transmontana, da açorda alentejana, das tripas, dos pastéis de nata. Desejei recuperar as velhas rotas do contrabando – o povo sabe sempre fazer pela vida, não é verdade? – em zonas de fronteira com Espanha. Ansiei recuperar feitos heróicos dos muitos Viriatos e Dom Afonsos Henriques da nossa História. Quis dominar a técnica ancestral de fabricar cestos de verga, da renda de bilros, das croças, das cangas bovinas. Ansiei gritar as mil e umas interjeições que só os pastores entendem. Quase subi às mesas citando todas as pragas de Alvor.

Somos este rectângulo, virado ao mar, a ver desaguar os rios que correm na nossa terra, cheio de pequenos pedaços e pedacinhos de singularidades. Diz-se que já tivemos o mundo – e temos, porque o mundo inteiro é cada vez mais perto -, mas talvez só precisemos de partir à descoberta de nós próprios.

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