Inspiração

De 28 de Julho a 3 de Agosto

By Sara Nazaré

Capa de Francisco Moura Pinheiro.

Amores de verão cheiram a lusco-fusco e sabem a sorvete de limão. Sentimo-los como arrepios de festas nas costas. Eles são uma festa, são várias festas. Festas de borboletas, libelinhas, joaninhas, todas juntas a dançar na barriga. Amores de verão lêem-se com a avidez da banda desenhada da nossa infância; amores de verão são infantis.

Amores de verão demoram tempo temporário. São rapidamente demorados e o vento fica quente. Amores de verão reclamam atenção e horas. Horas de conversas, de olhares disfarçados, mãos dadas sem que se dê por elas.

Como amor eterno que é, Lisboa é também o nosso amor de verão. Exige-nos passeios longos, concertos sem teto que entram pela noite dentro, festas na praia sem horas de chegada. É um amor carente porque o queremos preservar.

A redação vai, estivalmente, amar Lisboa. Como não somos ciumentos, deixamo-vos amá-la também. Agosto será, por isso, de férias para a Le Cool Lisboa. Em setembro cá estaremos todos, de novo, para contar as histórias conjuntas, que ficaram do sol e do calor, das fontes e dos miradouros.

Lisboa, sua quebra-corações!