Diogo Dias

Diogo Dias não é só a cara de um canal de televisão, é a voz dos Klepht e um apaixonado por música. Passaram 12 anos desde que embarcou nesta aventura de ser apresentador, deixando para trás a ideia de viver espartilhado num fato como gestor, que trocou pelas calças de ganga, ténis e pelo palco.
Hoje, depois de lançar um novo álbum ao lado dos Klepht, “Sim”, está ansioso por voltar à estrada. Sim, estás convidado a conhecê-lo!

Parece que não, mas já passaram doze anos desde que entraste para a MTV. Como é que tem sido esta experiência?
Impressionante. É muito aquela máxima de quando fazes o que gostas nem sentes o tempo a passar. Mas sim já passaram 12 anos, de muitas histórias, muitas experiências, muitas evoluções. Tem sido um prazer trabalhar neste canal e crescer profissionalmente e como pessoa. Sinto que hoje em dia sou um profissional muito mais completo e entendo na perfeição a génese deste canal.

Tinhas como destino Gestão, mas pelo meio vieste parar à MTV. Como é que foi o caminho?
O processo foi todo estranho. Já tinha uma banda desde os meus 16 anos e comecei a fazer teatro profissional, também por acaso, pouco antes de entrar na MTV. Numa dessas peças, conheci o Rui Pregal da Cunha, vocalista dos Heróis do Mar que me convidou para o casting de um anúncio. Essa produtora, curiosamente, também estava a fazer casting para um “programa de música”. Como sabiam que tinha uma banda perguntaram-me se gostaria de fazer. Ou seja, a MTV foi um acaso completo e hoje em dia olho para trás e penso que foi dos marcos mais importantes da minha vida.

Antes da MTV, já os Klepht existiam. Portanto, a música já faz parte da tua vida há muito tempo. Nessa altura, ainda em 2000, pensavas que os Klepht se tornariam mais do que um “hobbie”?
Sempre quis acreditar que sim. Adoro música, em todos os sentidos, desde o processo de criação, a toda a logística de levar para a estrada uma banda, a tocar em concerto, a preparar o lançamento de um álbum ou até mesmo à parte de dar entrevistas. Sabia o que queria desde os meus 16 anos, então sabia que mais tarde ou mais cedo a música deixaria simplesmente de ser um hobbie na minha vida, no entanto, nunca poderia imaginar que teria a oportunidade de trabalhar com música em todas as vertentes da minha vida. Sinto-me abençoado por isso.

Continuas a achar que são uns guerreiros, por terem estado oito anos sem lançar nenhum álbum?
Acho que qualquer pessoa que faz música em Portugal, de alguma forma é guerreira. Por vários motivos. Primeiro porque, apesar de já estar muito melhor, os portugueses ainda têm complexos com a sua cultura. A identidade de um povo está na cultura e quanto mais a apoiarmos mais orgulho nacional teremos. Já estamos melhor nesse campo, mas precisamos de melhorar. Em segundo, porque temos um mercado mínimo, só um artista ou banda de massas consegue viver da música em Portugal e é muito complicado que assim seja. Imaginem se o Dave Grohl tivesse de ter um trabalho paralelo à música para se aguentar, certamente não seria o mesmo músico que é hoje em dia.

Hoje, depois de lançado o vosso terceiro álbum, “Sim”, o que é que podes desejar mais?
Adoro compor, fazer músicas… É um processo de aprendizagem constante e acho que os Klepht sentem também isso. Como diria o Palma: “enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar”. Gostava de lançar mais álbuns e de ter a oportunidade de ir para a estrada mostrar os novos temas. Por agora, é tempo de dar a conhecer este “Sim”, mas o próximo álbum não irá demorar tanto tempo como este.

Conta-nos mais sobre o álbum, além da saudade que já tinham de estúdio, de escrever, de produzir… Que álbum é este, que grupo é este hoje, que histórias têm estas músicas?
É um álbum de extremos. Nunca tivemos temas tão agressivos, nem temas tão calmos num disco. Sem nunca esquecer o que são os Klepht, acho que de álbum para álbum, gostamos de acrescentar algo diferente e isso sente-se de disco para disco. Estamos também mais maduros e acho que também se consegue perceber isso nas letras deste “Sim”. Acima de tudo, são histórias e desabafos momentâneos com uma carga musical, a nosso ver, cada vez mais complexo. Acho que quem nunca ouviu a banda vai gostar e quem já ouviu vai-se surpreender com alguns temas.

A agenda já está preenchida? Que datas temos de marcar já para o Verão?
Sentimos que é muito importante manter por perto as pessoas que gostam de nós e, assim sendo, o Facebook é daquelas ferramentas que não dispensamos. Tudo o que querem saber ou perguntar aos Klepht é lá que podem recorrer. Teremos certamente concertos de celebração do lançamento do álbum por todo o país, mas neste momento ainda não posso revelar nada mais específico.

Prometem que não ficam tanto tempo sem editar um álbum?
Prometido! E como diria o Rui Veloso “o prometido é devido”.