Filipe Gonçalves

Filipe Gonçalves é o músico que te dá o som para marcar o ritmo do Verão. O ano passado tiveste “Dança Joana”. E nós dançámos, Joanas e não Joanas. Todos nós e o público do Festival da Canção. Este ano tens “Ela Só Quer”, já ouviste? Estivemos à conversa com o cantor, fizemos uma viagem até à Operação Triunfo e voltámos, 12 anos depois, para novos singles que poderão (um dia) vir a ter Rui Veloso. Tentámos saber se um novo álbum estava para breve, e percebemos que o que vier vai ser bom! Por agora é esperar e curtir o que todos queremos, o som do Filipe e o Verão!

Para quem já não se lembra, tu começaste com a Operação Triunfo, já em 2003. Como é quem sido o percurso até aqui? O que te deu mais prazer?
O percurso, felizmente, tem sido gradual e de constante aprendizagem e é dessa emoção e aventura que tenho gostado mais. Lembro-me que, ao princípio, olhava para uma carreira artística como algo que queria muito, mas distante. Tinha a noção que teria momentos altos e baixos, e que desistir não era opção. Felizmente tive sempre excelentes professores, incluindo na Operação Triunfo, que me deram bagagem e força para continuar.É muito gratificante olhar para trás e ver o que já construí e perspectivar o que quero alcançar.

Quando pensamos em Filipe Gonçalves, pensamos no músico, no compositor, no apresentador, no MC. Como é que gerir isto tudo? O que é que te dá mais gozo fazer, sendo tudo ligado à música?
A gestão é fácil. A partir do momento que sei que o quero é mesmo estar em palco e interpretar os meus temas, ou seja, tenho que tomar opções, invariavelmente umas em detrimento de outras. Dá-me imenso prazer tocar noutras áreas enquanto artista, ainda para mais porque envolvem sempre a música e, de certa maneira, me permitem outras interpretações. No entanto, com o lançamento do single e a preparação do álbum concentrei-me nas minhas músicas e espectáculos que são o que me movem.

És um artista que mistura vários géneros de música. Sempre num estilo descontraído, com um ritmo próprio. Que casamento magistral é este que consegues sempre fazer?
É exactamente esse o objectivo, um casamento entre o meu gosto próprio que passa, inevitavelmente, pelo descontraído com a cultura musical que me foi passada, rica em ritmos e sonoridade. Para mim, os meus temas, têm que passar emoção e por isso inspiro-me num ritmo num todo onde as batidas complementam a parte vocal.

“Dança Joana” foi o êxito que, além de animar as Joanas pelo país fora, levaste ao Festival da Canção. Estavas à espera de que todos entrássemos nesta “joanomania”?
Quando ouvi uma parte da ideia pela primeira vez com o Héber Marques, disse-lhe logo que tinha tudo para ser um sucesso, não sei explicar porquê, mas senti que poderia ser. A Joana entrava ali como uma personificação e ao mesmo tempo “fechava” esta proximidade com o público que me agrada. Tínhamos estado a compor alguns temas para o meu álbum e fomos ambos convidados para compor para o festival da canção. Entre algumas das opções achámos que o “Dança Joana” seria o tema mais indicado. Nunca foi nossa intenção fazer o tema apenas para o festival, mas sim um single forte para capitalizar o álbum. O tema acabou por se transformar mesmo num êxito, o que me deixa muito feliz.

E como foi fazer parte do Festival da Canção?
Fazer parte do festival é comparável a um check na to do list na minha carreira. É uma referência no historial da música que eu queria muito fazer parte.

E este ano, “Ela só quer”. Lançaste a música no início do mês, já consegues perceber o feedback das pessoas? Já soma mais de 40 mil visualizações.
O feedback tem sido muito bom e sinto uma rápida reacção por parte do público porque é um tema cativante, electrizante e sonoridade familiar que puxa pelo público!

Quando temos um novo CD?
Aprendi ao longo destes anos de carreira a ser mais perseverante e a não impor prazos muito rígidos porque acabam sempre por condicionar o processo criativo. Por isto, estou disposto a esperar até estar exactamente como quero e não comprometer a qualidade do álbum.

Conhecemos-te num registo onde frequentemente tens outros artistas nas tuas músicas, com quem é que ainda te falta trabalhar?
Ainda há alguns artistas que muito admiro e com quem nunca trabalhei, como por exemplo Rui Veloso que sempre foi uma referência para mim. Adoraria trabalhar com alguns artistas desta nova geração, artistas nacionais com outras sonoridades, porque acho que mesmo que não resulte num tema de imediato, será sempre uma parceria ganha pela experiência da partilha. Também gostaria de me aventurar com artistas internacionais porque acho que nada é impossível e estamos a atravessar uma fase muito boa no panorama da música nacional o que nos abre portas e oportunidades.