Pedro Barroso

Um ano sem ti tem estado em cena no Espaço Escola de Mulheres e, à entrada para a última semana de apresentações, estivemos à conversa com o actor Pedro Barroso que, entre outras coisas, nos fala deste desafio e do regresso aos palcos. Podem vê-lo em acção até dia 28 de Fevereiro, sempre às 21h30.

Há a resposta óbvia, modelo e actor… Mas, visto da tua perspectiva, quem é o Pedro Barroso?
Um conjunto de tantas outras coisas… Tantas outras situações. Decisões, pedaços de vida, entre esses pedaços, está a moda e a representação, que se acentuam e têm uma expressão diferente.

Começaste por fazer televisão, mas aos 21 anos pisaste os palcos da Comuna. São dois desafios, dois estilos diferentes… Em qual deles te sentes melhor e qual deles é o maior desafio?
Sem dúvida, desafios muito diferentes. A adrenalina e os processos de construção são muito diferentes, mas assim o é até mesmo em cada projecto. Não sei dizer qual gosto mais, não consigo preferir entre um e outro. A verdade é que não quero sequer saber escolher. Quero, sim, poder colher o melhor dos dois mundos.

Neste momento, estás a conciliar um projecto na televisão e acabaste de estrear uma nova peça, “Um Ano Sem Ti”. Já tinhas saudades do abrir da cortina?
Sem dúvida! Volto a pisar o palco novamente num grande Teatro com peso e História. A Escola de Mulheres (Clube Estefânia) é história da nossa História. Volto a pisar as tábuas agora com outra maturidade e outra consciência com esta peça e este grupo de trabalho, que me deixam muito feliz! Existia uma saudade imensa de me trabalhar assim, de trabalharem comigo desta forma, de me experimentar, de ir mais longe… Tem sido bom, muito bom.

Um Ano Sem Ti

Já tiveste a oportunidade de fazer um monólogo. Esta nova peça não é um monólogo, mas é como se passasses a peça num palco à parte, tendo em conta que fazes o papel de um morto. Como é que está a correr esta experiência?
Esse foi o meu desafio ao aceitar este projecto! Os textos do João Ascenso são textos muito bons porque ele escreve realmente para actores. São textos com retalhos, com camadas com caminhos muito interessantes e assim é o próprio enquanto encenador, ou seja, sensível e bastante receptivo. O desafio, nesta peça, é poder trabalhar-me de forma sublime, não desaparecendo de cena e não a roubando. Fazer sempre com que o Henrique estivesse presente e sentido a cada momento e a cada acontecimento na peça. E depois o lado emocional do mesmo e o peso até a sua libertação são áreas que gosto de trabalhar. Gosto de papeis com ALMA!

Depois destes projectos, que ideias é que queres realizar?
Há tanto por fazer! É o bom deste nosso caminho por aqui. A cada novo passo atento que damos e nos entregamos descobrimos algo mais de nós. Quero, certamente, fazer mais teatro. Quero mais desafios, quero rasgar-me por dentro, quero continuar a ter o privilégio de mostrar o meu talento e a minha paixão pela representação.

Tendo Lisboa como morada, o que é que ainda te fascina na cidade?
A gente da nossa gente as histórias que por vezes deixamos de ouvir ou ver nas nossas vidas apressadas e que fazem parte de nós.

Sabemos que és um homem de viagens. Se hoje te oferecêssemos um bilhete qual era o teu destino e porquê?
Fica o desafio: para onde gostavam que fosse?! Eu vou e faço a reportagem, pelas minhas palavras e imagens através dos meus olhos e sentidos vos irei contar… Uma dica: Ásia.