Prince

Ainda mal nos restabelecemos da partida do David Bowie quando, do nada, no final da passada quinta-feira, começam a surgir rumores sobre a morte de Prince. O próprio disse várias vezes: “Quando ouvirem alguma coisa sobre mim, não acreditem“. Foi o que fizemos. Não acreditámos, mesmo quando as evidências eram claras e a notícia era oficial.

E agora, quem nos resta? Foi uma pergunta de alguém, algures nas redes sociais.
Prince, segundo as suas próprias palavras, não era homem, não era mulher, era algo que nunca íamos compreender. Era a música. Era a mistura de James Brown, Jimi Hendrix, Marvin Gaye. Um gigante de 1,57cm. Excêntrico, provocador, visionário, perfeccionista, deixou-nos 39 discos e há quem diga que há milhares de inéditos e músicas por editar. Era O Artista - que acertado estava quando assim se auto-intitulou.

Para quem teve a sorte (eu fui uma dessas pessoas) de o ver em concerto – e refiro-me em particular ao espectáculo do Super Bock Super Rock -, guarda na memória a guitarra de uma rock star a querer dedilhar um fado; é que a Ana Moura estava mesmo ali ao lado.

Homenagens nunca vão chegar para honrar a memória, a figura e o que significou para a história da música e da cultura popular. Ficam as canções. E agora, quem nos resta?