Raquel Albino

Raquel Bolina Albino, de nome completo, nasceu em 1981 na região de Lisboa. Formou-se em Arquitectura pela FAUTL em 2006 e enveredou pela área de Investigação em História da Arquitectura, onde finalizou o seu Mestrado em 2010. Tem colaborado em diversos projectos de Cenografia, Fotografia e Design Gráfico. Em 2013 dá início ao projecto WannaDo, no sentido de criar uma plataforma que abrange as suas valências profissionais e encontre sustento para crescer e dar a conhecer o seu trabalho.

Explica-me lá a tua capa, mas não me faças um discurso!
Não consegui escolher apenas uma imagem porque vejo a cidade de Lisboa assim, como um mosaico de momentos: texturas, lugares, pessoas, ideias, olhares… Para mim a cidade resume-se a um movimento, onde por vezes me permito parar e fixar só uma janela numa noite de início de Primavera.

De onde vens, quem és e para onde vais (mesmo que não bebam Nicola)?
Quando estava a tirar o curso de Arquitectura achava que aquilo ia ser a minha vida, mas fui descobrindo que era apenas um ponto de partida. Desde pequena fui incentivada a ver teatro, a entender o porquê de tudo e a viajar muito. Sempre tinha viajado muito, mesmo sem sair de casa. Agora levava uma máquina na mão, na tentativa de enquadrar o que via numa proporção de 10X15. A paixão pelo teatro continuou e comecei a levar o que conhecia da escola e do mundo para o palco. Hoje, entrar num projecto de cenografia é das coisas que mais prazer me dá. A fotografia foi a forma que encontrei de fazer com que as imagens que mais me apaixonam fiquem sempre comigo.

O que te agrada mais fotografar?
Agrada-me quando consigo captar momentos irrepetíveis. Vejo a cidade de Lisboa assim, uma soma de lugares e silêncios que adoro e que me pertencem nem que só por um instante.

O que é que em Lisboa mais te inspira para uma fotografia?
A luz e a mudança do tempo gravadas na cidade.

O que mudou na tua vida desde a tua última fotografia para a LC Lisboa?
Estou um ano mais velha e um ano mais lisboeta. Continuo à procura de cantos novos e de luzes desconhecidas. Levei os meus projectos um pouco mais longe e, juntamente com amigos, fundei o projecto BASE que se trata de um lugar de partilha onde as nossas ideias e vontades se cruzam. A BASE está no Bairro de Alvalade e aqui.

Onde podemos encontrar mais do teu trabalho?
Por vezes em palcos da cidade, outras vezes em cartazes pelas paredes…No dia a dia, em maria_b81 (instagram) ou no Wannado.

Se pudesses resumir Lisboa numa imagem, qual é que seria?
Seria uma imagem ainda por revelar.

Revela-me um percurso, um bairro ou uma história engraçada sobre a cidade.
Durante muito tempo, passeava quase sempre pela zona histórica e antiga da cidade. Mais recentemente comecei a viver o Bairro de Alvalade e é uma zona da cidade que adoro para saborear as rotinas do quotidiano. Passei a andar por ali de bicicleta e um percurso que recomendo num dia calmo de sol é descer a Avenida do Brasil, atravessar os jardins renovados do Campo Grande e desfrutar da tranquilidade do Jardim do Museu da Cidade.